O Berrypure Combi Class reúne osmose reversa (RO), eletrodeionização (EDI) e ultrapurificação (UP) em dois gabinetes instaláveis a até 8 metros de distância entre si. A unidade converte água de torneira em água deionizada de alto grau, com condutividade inferior a 1 μS/cm e produção diária de 180 a 480 litros, conforme o modelo escolhido.
A arquitetura da série Combi separa fisicamente o dispensador dos módulos de tratamento. O ponto de coleta fica sobre a bancada, enquanto o bloco com membranas RO, célula EDI e cartuchos de purificação ocupa espaço sob a mesa ou em um ponto remoto distante até 8 metros. Essa configuração libera a área de trabalho do laboratório sem comprometer o desempenho do sistema.
Como o Berrypure Combi Class purifica a água
O processo começa no módulo RO+EDI. A água de torneira passa por pré-filtros AK/FF, que removem particulados, sedimentos e cloro livre. Em seguida, a bomba de osmose reversa força o fluxo pela membrana RO, que retém até 98% das impurezas dissolvidas. Como resultado, o permeado apresenta condutividade reduzida e já atende padrões de água de grau II.
Para alcançar os níveis de água ultrapura, o permeado segue para a célula de eletrodeionização (EDI). Esse estágio aplica corrente elétrica contínua para remover íons residuais sem consumir reagentes químicos, mantendo a condutividade abaixo de 1 μS/cm. Por isso, o processo dispensa resinas de regeneração e elimina o manuseio de ácidos e bases no laboratório.
O módulo UP+ executa o polimento final com cartuchos que removem traços orgânicos, íons e partículas sub-micrométricas. Nos modelos com monitoramento de TOC em tempo real, o sensor de condutividade TOC acompanha continuamente a qualidade da água ultrapura, garantindo rastreabilidade nas análises de química analítica e controle de qualidade.
A lâmpada UV opera em dois comprimentos de onda: 254 nm para inativação microbiana e 185 nm para fotodegradação de compostos orgânicos, o que reduz o TOC residual. A lâmpada pré-aquece antes de cada ciclo, prolongando a vida útil do componente e reduzindo o consumo de energia do sistema.
Aplicações em laboratório
Laboratórios de química analítica, pesquisa e controle de qualidade recorrem ao Berrypure Combi Class quando a análise exige água com resistividade próxima de 18,2 MΩ·cm e TOC abaixo de 5 ppb, parâmetros da água Tipo I (UPW) segundo a norma ASTM D1193.
Na indústria farmacêutica e na biotecnologia, o sistema igualmente atende laboratórios que trabalham com água para injeção (WFI) e soluções estéreis. O módulo de ultrafiltração (UF), disponível como opção, remove pirógenos, endotoxinas e fragmentos de DNA, tornando o equipamento apto para essa classe de aplicações.
Instrumentação analítica como cromatografia líquida (HPLC), espectrometria de massa, absorção atômica e ICP-OES depende de água com condutividade e resistividade controladas para não contaminar amostras. O sistema distribui água diretamente no ponto de uso, com suporte a até três pontos de coleta simultâneos.
Também atende preparo de meios de cultura, lavagem de vidraria crítica e preparo de reagentes analíticos, onde a ausência de íons residuais e compostos orgânicos é determinante para a repetibilidade dos ensaios.
Modelos e capacidade de produção
O Berrypure Combi Class está disponível em três configurações. O Combi RO integra osmose reversa com o módulo UP+, em versões de 12, 24 ou 36 L/h. No Combi ROUP, a osmose reversa combina com o sistema de ultrapurificação, com UV e UF opcionais. Já o Combi ROEDIUP acrescenta a célula EDI ao conjunto, fornecendo 10, 20 ou 30 L/h de água ultrapura de forma contínua.
A taxa de fluxo por coleta ajusta entre 0,01 e 50 litros, com distribuição volumétrica automatizada. Assim, o usuário programa volumes exatos para cada ponto, eliminando perdas e erros manuais no manuseio de água ultrapura (UPW).
Conformidade regulatória e rastreabilidade
A tela touchscreen do Berrypure Combi Class segue os requisitos do 21 CFR (Code of Federal Regulations dos EUA), que regulamenta registros eletrônicos e assinaturas em laboratórios farmacêuticos e regulados. O sistema registra parâmetros de operação, histórico de trocas de filtro e valores de condutividade, resistividade e TOC ao longo do tempo.
Os filtros e cartuchos utilizam identificação por RFID (opcional), que rastreia o ciclo de vida de cada elemento filtrante. Com isso, o laboratório mantém documentação auditável e evita trocas baseadas apenas em estimativa de tempo de uso.




