O Espectrômetro ICP-MS SUPEC 7000 representa a terceira geração da plataforma ICP-MS da FPI, com limites de detecção abaixo de 0,1 ppt para índio e urânio e capacidade de injetar amostras com até 10% de sal sem diluição prévia. Além disso, o instrumento combina analisador de massa quadrupolo de molibdênio puro com célula de reação de colisão KED e faixa dinâmica linear superior a 9 ordens de magnitude, tornando-o adequado tanto para análise de traços em materiais de alta pureza quanto para matrizes de alta carga de sólidos dissolvidos. O software Element V integra biblioteca de métodos de espectrometria de massa padronizados, ajuste automático e monitoramento visual do estado do sistema, reduzindo a complexidade de operação sem comprometer a profundidade técnica.
Como funciona o SUPEC 7000
O plasma de argônio ioniza os elementos da amostra em alta temperatura, gerando íons que passam pela interface de cone duplo aprimorada. Essa interface realiza a transição da pressão atmosférica para alto vácuo em múltiplos estágios. Dessa forma, a extração de íons representativos ocorre com alta eficiência mesmo em amostras com matrizes pesadas. Após a interface, o sistema óptico iônico com desvio excêntrico duplo elimina partículas neutras, elétrons e fótons antes que os íons alcancem o analisador.
O analisador quadrupolo de molibdênio puro separa os íons por relação massa/carga na faixa de 2 a 260 amu, com resolução continuamente ajustável entre 0,3 e 2,0 amu. Essa resolução alterna entre modo padrão e alta resolução dentro de um mesmo método analítico, sem reconfiguração do instrumento. Por isso, o laboratório adapta a análise às exigências de cada amostra sem interromper a sequência de medições. O detector de captação em modo duplo cobre faixa dinâmica linear acima de 9 ordens de magnitude, o que permite quantificar traços ultradiluídos e elementos majoritários na mesma corrida instrumental.
Para eliminar interferências poliatômicas, o SUPEC 7000 usa célula de reação de colisão com Discriminação de Energia Cinética (KED). A distribuição patenteada de gás de colisão forma um campo uniforme no pool de reação, aumentando a eficiência de remoção em relação a células convencionais. Além disso, a lente de deflexão de grande abertura aumenta a transmitância de íons e contribui diretamente para a sensibilidade do instrumento.
Onde o SUPEC 7000 se aplica
O instrumento atende laboratórios de análise elementar que trabalham com amostras de concentração ultra-baixa: materiais de alta pureza, reagentes grau eletrônico e produtos farmacêuticos, onde a quantificação de traços de metais pesados abaixo de 1 ppt determina a conformidade do produto. Laboratórios de controle de qualidade de semicondutores, farmacêuticos e de química fina o adotam para a quantificação de elementos em materiais críticos.
Laboratórios ambientais e de saúde pública também recorrem ao SUPEC 7000 para monitorar contaminação por metais pesados em água, solo e alimentos. Assim, o instrumento analisa amostras com dissolução ácida direta, sem etapas adicionais de preparo que introduzam novos contaminantes. Além disso, o acoplamento com cromatografia líquida (LC-ICP-MS) amplia as aplicações para especiação elementar de arsênio inorgânico, cromo hexavalente e selênio em matrizes biológicas.
Laboratórios industriais com alto volume de amostras salinas, como os do setor petroquímico e de fertilizantes, aproveitam o sistema de diluição online de argônio (AGOD). Esse sistema dilui o aerossol da amostra antes de entrar no plasma, reduzindo a carga total de sólidos sem adicionar reagentes externos. Portanto, o instrumento mantém sensibilidade mesmo com injeção contínua de amostras com até 10% de teor de sal.
Diferenciais técnicos
A sensibilidade do SUPEC 7000 deriva do design aerodinâmico da interface iônica, definido por simulação de fluidodinâmica computacional. Como resultado, a transmitância de íons aumenta entre 3 e 5 vezes em relação às gerações anteriores de ICP, e os limites de detecção chegam a 2 ppt para lítio, 0,1 ppt para índio e 0,1 ppt para urânio. Por isso, o instrumento atende aplicações que exigem análise de traços em matrizes de alta pureza.
A fonte de alimentação RF opera com autoexcitação, estrutura totalmente sólida e controle digital de potência ajustável de 500 W a 1.600 W. Essa arquitetura não tem peças móveis no circuito de correspondência e realiza o match ao nível de milissegundos. Portanto, o instrumento responde com agilidade na troca entre amostras complexas, reduzindo o tempo de estabilização entre runs. O modo i-Standby reduz o consumo de argônio em mais de 50% nos intervalos sem análise, diminuindo o custo operacional em laboratórios com longas janelas de inatividade.
O tubo de tocha usa design totalmente separado com autocolimação, exigindo substituição apenas do tubo central ao mudar de aplicação. Assim, o laboratório alterna entre rotinas de análise orgânica, alto teor de sal e alta sensibilidade sem trocar o conjunto completo. O módulo de resfriamento TEC padrão controla a temperatura da câmara de nebulização, reduzindo o rendimento de óxido e melhorando a estabilidade nas análises contínuas. Igualmente, a bomba peristáltica de 12 rotores suporta tubos de PVC, Solva, Tygon e Viton, adequando o sistema a cada tipo de solvente ou nível de agressividade química.




