O Espectrômetro OES por Centelhamento M5000 determina a composição química de metais e ligas metálicas por espectrometria de emissão óptica com centelhamento elétrico. O sensor CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor) com leitura direta por faísca opera com 8.192 pixels, o que amplia a sensibilidade e reduz os limites de detecção em relação a detectores CCD convencionais. Fundições, siderurgias e laboratórios de análise de metais contam com o M5000 para identificação rápida de composição em ligas ferrosas e não ferrosas.
Como funciona
O M5000 usa montagem óptica Paschen-Runge com câmaras duplas: uma para comprimentos de onda ultravioleta e outra para o espectro visível. Essa divisão permite tratar cada faixa espectral com o processamento adequado, o que melhora a precisão na detecção de elementos não metálicos. A faixa total cobre de 140 nm a 680 nm.
A excitação da amostra usa fonte digital de pulso de síntese exclusiva capaz de gerar mais de 200 tipos de formas de onda de descarga. A corrente de descarga chega a 400 A, com frequência de 100 Hz a 1.000 Hz. Por isso, o instrumento adapta o perfil de excitação ao elemento analisado, o que aumenta a precisão dos resultados. A tecnologia preditiva de alta energia HEPS seleciona a melhor forma de onda de excitação, seja por centelha, arco ou combinada, conforme o alvo de análise.
O controle constante de temperatura da câmara óptica mantém o sistema a 34 °C, o que garante estabilidade mesmo com variações na temperatura ambiente entre 10 °C e 30 °C.
Onde se aplica
O M5000 atende laboratórios de controle de qualidade na metalurgia e na siderurgia, onde a confirmação de composição antes do vazamento faz parte do processo produtivo. Fundições de metais ferrosos e não ferrosos também usam o instrumento para liberar corridas e certificar lotes de material. Centros de pesquisa em ciência dos metais operam o espectrômetro para análise elementar de ligas de alta performance, incluindo materiais experimentais e ligas especiais.
O estágio de excitação aberto aceita amostras em formatos especiais como fios, tubos, barras e peças de geometria irregular, o que expande o leque de aplicações para além das amostras planas convencionais. Por isso, laboratórios que recebem materiais em diferentes estados de processamento operam o instrumento sem adaptações adicionais.
Diferenciais técnicos
O sensor CMOS do M5000 supera o CCD em sensibilidade e em limite de detecção, o que é determinante para quantificar elementos traço em ligas de baixa concentração. A resolução de 8.192 pixels também aumenta a resolução espectral e reduz o consumo de energia em relação às gerações anteriores de espectrômetros OES.
A câmara óptica mantém temperatura constante de 34 °C e resiste a mudanças no ambiente externo. Com isso, o instrumento não requer recalibração frequente por flutuação térmica. O consumo de argônio é de 3,5 L/min durante a análise, 0,4 L/min em standby e 0,1 L/min em modo constante, o que reduz o custo operacional em laboratórios de alto volume.
O eletrodo conta com função de autopurga, o que prolonga a vida útil e facilita a manutenção da câmara de excitação.
Software de análise
O software opera em Windows e inclui diagnóstico automático do sistema e gerenciamento completo de banco de dados. O algoritmo de calibração inteligente garante estabilidade e confiabilidade do instrumento ao longo do tempo. O processador DSP realiza aquisição de dados em alta velocidade com coleta de centelha única e atraso espectral, o que otimiza a medição de cada elemento. O algoritmo de dedução de interferências, junto com a correção de background avançada, garante resultados precisos mesmo em matrizes complexas.




