O Teste de estabilidade à oxidação em lubrificantes TEOST é um sistema de bancada da Tannas para medir a formação de depósitos em óleos de motor. O método quantifica os depósitos por análise gravimétrica, eliminando a subjetividade dos ensaios que dependem da percepção visual de cor. Por isso, os resultados expressam em miligramas a massa real de depósitos formados na haste depositadora e no óleo em circulação.
Três protocolos cobrem condições térmicas distintas dos motores modernos: o TEOST 33C (ASTM D6335), o TEOST MHT (ASTM D7097) e o TEOST Turbo (ASTM D8447). Dessa forma, o laboratório seleciona formulações de óleo antes de avançar para testes completos em motor, com menor custo de desenvolvimento.
Como funciona
Em todos os protocolos, amostras de óleo tratadas com catalisador passam por uma bomba e circulam sobre uma haste depositadora de aço aquecida. O óleo também entra em contato com gases reativos, como ar úmido e N₂O, que simulam os gases de escape da câmara de combustão. Ao final do teste, o técnico pesa a haste e filtra o óleo restante para coletar as partículas formadas. O resultado total, em miligramas, soma o peso dos depósitos na haste com o peso das partículas no filtro. Cada protocolo mantém temperatura, duração e taxa de fluxo fixas, pois a reprodutibilidade depende do controle exato dessas variáveis. Portanto, o laboratório obtém dados comparáveis entre amostras, independentemente do operador.
Onde se aplica
O TEOST atende laboratórios de controle de qualidade de lubrificantes, centros de P&D de formulações e departamentos técnicos de fabricantes de equipamentos originais (OEM). Na indústria automotiva, os testes 33C e MHT são requisitos mandatórios para qualificação de óleos de motor em especificações internacionais. O protocolo Turbo recebeu a norma ASTM D8447 em 2022. Atende à demanda por avaliação de lubrificantes em turbocompressores de veículos modernos, que operam com intervalos de troca de óleo mais longos. Igualmente, formuladores de aditivos usam o TEOST para rastrear como os antioxidantes afetam a estabilidade à oxidação de óleos básicos sob condições aceleradas. Por isso, a velocidade de teste reduz o ciclo de desenvolvimento: 114 minutos no protocolo 33C e 18 horas no Turbo.
Três protocolos, três zonas do motor
TEOST 33C | ASTM D6335
O protocolo 33C simula a área do rolamento do turbocompressor. O óleo circula sobre uma haste de aço de precisão durante 114 minutos. Os 12 ciclos de aquecimento alternam entre 200 °C e 480 °C a cada 9,5 minutos, simulando assim as condições críticas de formação de depósitos no turbocompressor. Esse perfil térmico cíclico identifica como os aditivos dos óleos formulados contribuem para a formação de depósitos de coque. Óleos minerais sem aditivos, por outro lado, geram poucos depósitos por si só nesse protocolo.
TEOST MHT | ASTM D7097
O MHT avalia a estabilidade à oxidação em condições de filme fino, replicando a formação de depósitos na correia do pistão. Uma película fina de lubrificante entra em contato com gases em temperatura constante de 285 °C durante 24 horas. O método apresenta correlação R² ≥ 0,90 com o teste de verniz em motor Peugeot TU3MH. Por conseguinte, tornou-se norma OEM obrigatória para especificações de óleos de motor.
TEOST Turbo | ASTM D8447
Desenvolvido a partir de 2017, o Turbo combina características dos protocolos 33C e MHT para simular as condições dos turbocompressores modernos. O ciclo de aquecimento opera entre 290 °C e 320 °C, com temperatura do reator a 100 °C (±1 °C), durante 18 horas. O método retém componentes voláteis e correlaciona com os resultados do teste GMTC e dos testes históricos em bancada. Portanto, permite prever a formação de depósitos nos turbocompressores de automóveis de passeio atuais.
Análise gravimétrica versus avaliação visual
Os métodos tradicionais de avaliação de oxidação dependem da percepção visual de cor e do julgamento humano variável. Em contraste, o TEOST quantifica a massa total de depósitos formados, tornando os resultados comparáveis entre laboratórios e lotes ao longo do tempo. O resultado em miligramas também facilita a rastreabilidade em programas de qualidade e auditorias regulatórias.
O design de bancada compacto, com 33 x 50 x 56 cm e 30 kg, permite instalação em laboratórios com espaço limitado. A alimentação elétrica aceita 120 ou 220 VCA monofásico, o que simplifica a adaptação ao padrão local.
Segurança
O equipamento possui marcação CE e conta com fusíveis limitadores de corrente, fusível de corte por sobretemperatura e escudo protetor contra calor. Portanto, atende aos requisitos de segurança para uso em laboratórios industriais e de pesquisa.




