O titulador potenciométrico automático Ti-41 é versátil para múltiplos métodos analíticos. Diferente de tituladores mono-método, ele executa titulação ácido-base — nas fases aquosa e não aquosa —, titulação REDOX, titulação por precipitação e titulação de complexos. Tudo isso num único equipamento. O software roda em 6 modos de operação — DET, MET, SET, pH constante, titulação em branco e modo manual (MAT). Cada modo atende a um tipo diferente de análise.
Já a bureta é selecionável entre 10 mL, para maior precisão, e 20 mL, para maior volume, e se adapta ao tipo de análise. Além disso, a tubulação resiste a ácidos, álcalis, ácido perclórico e reagentes orgânicos, o que elimina restrições para titulação não aquosa.
Métodos de titulação potenciométrica
A titulação dinâmica (DET) detecta automaticamente o ponto de equivalência em amostras com comportamento eletroquímico variável. Isso cobre combustíveis com teor de água indefinido, óleos mistos e misturas complexas. Já a titulação monotônica (MET) funciona para sistemas com resposta potencial previsível, como ácidos fracos, bases fracas e titulações padrão.
O ponto final predefinido (SET), por sua vez, permite protocolos rigorosos de farmacopeia, nos quais o pH exato do endpoint é essencial. Além dos três modos automáticos, o Ti-41 também opera em titulação com pH constante. Esse modo é útil quando o protocolo exige manter um valor fixo durante toda a reação.
A titulação em branco calibra o sistema antes da análise de rotina. Já o modo manual (MAT) dá ao analista controle direto sobre cada etapa, para ajustes finos ou situações fora do padrão.
A compensação de temperatura é contínua, de −5 a 110 °C com reprecisão mesmo com amostras em temperaturas diferentes. Isso écrítico em análises de combustíveis quentes e em laboratórios sem climatização rigorosa.
Eletrodos e compatibilidade de análises
O equipamento inclui o eletrodo combinado de pH (231-01) e o eletrodo de platina (213-01), para titulações REDOX. Também vêm o eletrodo de prata (216-01), para determinações de cloreto e argentometria, e os eletrodos e 217-01-D), que dão estabilidade em meios não aquosos.
A sonda de temperatura integrada (T-818-Q) permite compensação, a calibração aceita de 1 a 3 pontos, com reconhecimentoautomático do padrão. Como os grupos de pH são selecionáveis — NIST, DIN ou GB —, o laboratório garante conformidade regulatória em qualquer protocolo.
Essa modularidade de eletrodos torna o Ti-41 compatível com mi Assim, o laboratório ganha mais opções de preparo de amostra.
Interface intuitiva e operação
O display touchscreen LCD colorido de 7 polegadas, de alto contraste, exibe tudo em tempo real. Isso inclui o método de teste selecionado, a curva de titulação em desenvolvimento e os resultados finais da medição. Além disso, a exibição simultânea de parâmetros — mV, pH, volume entregue — facilita o diagnóstico durante a análise.
O editor de fórmulas personalizado permite calcular os resultados diretamente no equipamento. Por exemplo, ele converte automaticamente mL de titulante em % de acidez (TAN, em combustíveis) ou em mg/L de cloretos. Já o evita alterações acidentais em métodos críticos.
Aplicações em combustíveis, farmacopeia e bebidas
Combustíveis
Na análise de combustíveis — gasolina, diesel, biodiesel —, o Ti-41 determina acidez total (TAN) e basicidade total (TBN), parâmetros essenciais para conformidade com as especificações do setor.
Indústria farmacêutica
Na indústria farmacêutica, o Ti-41 titula princípios ativos, controla o pH de soluções injetáveis e realiza o doseamento conforme a farmacopeia.
Bebidas
Em laboratórios de bebidas — cerveja, refrigerante, suco —, o equipamento determina acidez titulável e cloretos por argentometria, além de ajustar o pH conforme a especificação do produto.
Indústria química
Já nas indústrias químicas, o Ti-41 titula ácidos, bases e complexos tanto na síntese quanto no controle de matérias-primas.
Pesquisa
Na pesquisa, os múltiplos modos do equipamento permitem estudar titulações complexas em diferentes meios, sem trocar de instrumento entre um ensaio e outro.
Armazenamento de dados e rastreabilidade
A memória interna armazena 1.000 conjuntos de dados, em conformidade com as boas práticas de laboratório (GLP). Cada resultado registra volume entregue, tempo de titulação, método utilizado, eletrodo empregado, temp, a repetibilidade de até 0,2% garante precisão entre ciclos.
A exportação via pen drive, em CSV ou PDF, facilita a integração com sistemas de gestão da qualidade. Já a comunicação RS-232 com impressora externa permite emitir relatórios na hora, com formatos que mudam conforme o protocolo do laboratório.




