Laboratórios de água precisam medir turbidez, mas qual equipamento escolher? Um modelo simples demais fica sem recurso para auditoria; um modelo caro demais faz pouco sentido para a rotina básica. Os turbidímetros de bancada TU200 e TU500 resolvem esse dilema: o TU200 cobre a entrada robusta, e o TU500 cobre o mid-range inteligente. O laboratório escolhe conforme a escala de operação e o requisito regulatório. Assim, investe no equipamento certo, sem excesso nem falta de funcionalidade.
TU200: o turbidímetro de bancada robusto para monitoramento rotineiro
O TU200 oferece faixa de 0 a 200 NTU, com seleção automática entre 0–20 NTU (alta resolução) e 20–200 NTU (leitura rápida). O display digital é simples: mostra a turbidez, e é só isso — sem menu complexo, sem dados para gerenciar. O operador liga, coloca a cubeta e lê. Por isso, este turbidímetro de bancada é robusto o suficiente para funcionar em ambiente desafiador, sem fragilidades técnicas.
Com 2,5 kg, o TU200 é mais volumoso que o TU500, mas isso traz vantagem: a massa térmica maior mantém a temperatura estável, e flutuações ambientais não afetam a célula. Como a base também é mais robusta, o equipamento não se desloca numa bancada com vibração. Além disso, o design físico maior deixa os componentes menos sensíveis a choques acidentais.
A repetibilidade de até 1,0% é excelente para a rotina: medir água de ETA ou efluente tratado várias vezes mantém a variação dentro de 1%. Como a primeira medição já é representativa, ninguém precisa replicar por dúvida. Dessa forma, o operador economiza tempo.
O GLP básico oferece registros suficientes para laboratórios sem auditoria externa, com timestamps que permitem rastreamento mínimo. A estabilidade de até 1,0% FS/30min garante que o equipamento fique pronto para uso sem um warm-up longo. Assim, o TU200 funciona no estilo “plug and play” para a análise rotineira.
TU500: o turbidímetro de bancada mid-range com inteligência
O TU500 estende a faixa para 0 a 500 NTU, com três sub-faixas automáticas — 0–9,99, 10–99,9 e 100–500 NTU. Isso o torna útil quando o laboratório analisa um espectro amplo: água pura, água tratada e efluente bruto, tudo com um único equipamento. Como a seleção de faixa é automática, o instrumento detecta e ajusta sozinho, e o erro de operador praticamente não acontece.
O display LCD de 5,7 polegadas oferece visibilidade melhor quende e dá para ler à distância. O menu oferece três modos —contínua, média e auto read. A leitura contínua monitora em tempo real; a média calcula várias leituras e reduz o ruído em amostras instáveis; o auto read executa uma sequência pré-programada. Por isso, o operador se qualifica na aplicação específica que usa, sem precisar conhecer todas as funções.
A repetibilidade de até 0,5% é superior à do TU200, útil quandtar variações pequenas — por exemplo, um efluente monitoradoque deve ficar abaixo de 5 NTU para descarga. O TU500 discrimina entre 4,9 e 5,1 com confiança. Além disso, a estabilidade de até 0,5% FS/30min garante que a célula fique pronta rapidamente.
A memória de 2.000 registros, com timestamp e ID de usuário, dá rastreabilidade ao equipamento. Os dados saem via RS-232 direto para o LIMS. Como os registros nascem no próprio instrumento, e não são reescritos depois, laboratórios acreditados ISO 17025 obtêm conformidade automática. Consequentemente, a auditoria passa sem retrabalho.
Com apenas 1,5 kg, o TU500 é mais leve que o TU200 e circula entre bancadas sem esforço. Assim, o compartilhamento entre turmas ou departamentos fica mais fácil. Ainda assim, a massa menor deixa a célula um pouco maisas — por isso a especificação de estabilidade é de 0,5%, e não de 1,0%, como no TU200.
Precisão compartilhada
Os dois modelos usam LED de 860 nm, conforme a ISO 7027, padrão internacional. Assim, o laboratório não fica preso a um método regional — o resultado é
reconhecido globalmente. Consequentemente, se o laboratório exou publica um estudo científico, o equipamento já estáalinhado.
A acurácia de ±2% da leitura, mais 0,02 NTU, cobre as especifiEm concentrações baixas, o erro absoluto domina — 0,02 NTU éimperceptível em água pura. Já em concentrações altas, o erro percentual domina, e o equipamento detecta uma mudança de 2% num efluente de 500 NTU. Dessa forma, a exatidão se adapta ao desafio de cada amostra.
A calibração de até 5 pontos, com padrões de formazina, garante cobertura: o TU200 traz padrões de 20 e 200 NTU, cobrindo sua faixa; o TU500 traz padrões de 20, 200 e 500 NTU, cobrindo até o extremo. Como o laboratório calibra onde realmente mede, a exatidão fica otimizada, e não genérica.
Aplicações em diferentes contextos
ETA (Estações de Tratamento de Água)
As Estações de Tratamento de Água (ETA) monitoram a turbidez da água tratada, cuja especificação típica é abaixo de 1 NTU para água potável. O TU200, com faixa de até 20 NTU em alta resolução, é perfeito para isso — areza. Assim, o operador sabe imediatamente se o filtro estásaturando, antes que a água turva chegue à saída. Além disso, a operação simples do TU200 permite que um operador com pouca qualificação use o equipamento sem dificuldade.
ETE (Estações de Tratamento de Efluentes)
As Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) analisam o efluente bruto — alta turbidez, entre 100 e 500 NTU — e o efluente tratado, com turbidez baixa, entre 10 e 100 NTU. O TU500 cobre as duas pontas com sua faixa de 500 NTU. Como a especificação de descarga costuma ser abaixo de 5 NTU, a repetibilidade de até 0,5% garante que o laboratório não rejeite um lote confno limite. Consequentemente, a decisão fica confiável.
Indústria de bebidas
Cervejarias, vinícolas e fábricas de suco usam a turbidez como indicador de clareza. O TU200 cobre a faixa típica desse setor — 0 a 200 NTU — com simplicidade. Como a água usada na produção precisa estar clara, o TU200 detecta qualquer turbidez suspeita no insumo. Por isso, o controle de qualidade fica rápido e confiável.
Papel e celulose
Água de processo, água de resfriamento e efluente final têm limites próprios de turbidez, já que o processo deixa traços de particulado. O TU500, com faixa de até 500 NTU e integração via RS-232 com sistemas SCADínuo em linha. Assim, a tendência de turbidez aparece em temporeal, e a manutenção preditiva evita paradas não planejadas.
Laboratórios ambientais acreditados ISO 17025
Laboratórios ambientais estudam a qualidade de águas naturais, monitoram o impacto de descargas e validam a conformidade regulatória. A memória de 2.000 registros do TU500 oferece a rastreabilidade que uma auditoria exige, e a ISO 7027, padrão internacional, garante que o resultado seja reconhecido globalmente. Consequentemente, o trabalho ganha credibilidade mentação paralela.
Rastreabilidade e conformidade
A integração RS-232 do TU500 permite conexão direta com o LIMS. Como os dados fluem automaticamente, ninguém precisa digitar o resultado manualmente, e o risco de erro de transcrição desaparece. Além disso, o históristrumento — timestamp, operador, calibração usada. Por isso, aauditoria tem rastreabilidade completa.
Já o GLP básico do TU200 atende laboratórios sem auditoria externa, mas com exigência interna de rastreamento: o equipamento documenta calibração, resultado e operador de forma simples, direta e defensável. Consequentemente, pequenos laboratórios não precisam de um equipamento premium para cumprir a conformidade interna.
Os dois modelos vêm com 5 cubetas, padrões de formazina, adaptador AC/DC universal (100–240V) e manual técnico — um kit completo, sem necessidade de comprar acessórios à parte. Assim, o laboratório começa a medir já no primeiro dia.
Série TU — posicionamento e escolha
A série de turbidímetros de bancada TU reúne modelos para difeias e orçamentárias:
- TU200/TU500 — entrada e mid-range, para laboratórios que precisam medir turbidez com exatidão, mas sem recursos premium. O TU200 é robusto para rotina simples; o TU500 adiciona inteligência e auditoria.
- TU1000/TU2000 — faixa até 2.000 NTU e touchscreen, para laboratórios que operam em múltiplas faixas ou precisam de automação avançada.
- TU4000S/TU4000E — linha premium, com tecnologia dupla ou EPA exclusivo, para laboratórios que atendem múltiplos mercados regulatórios ou precisam de flexibilidade extrema.
A escolha do modelo depende de:
- Faixa de turbidez a medir — água pura, tratada ou efluente bruto
- Volume de amostras — ocasional ou centenas por dia
- Requisito regulatório — GLP simples ou ISO 17025 completo
- Orçamento e visão de crescimento — flexibilidade futura importa?




